quarta-feira, outubro 17

SERÁ QUE ESTAMOS INJETANDO “SOPA NA VEIA” DAS EMPRESAS?



Doses de sopa e café com leite foram injetadas em duas idosas em hospitais diferentes em um curto período de tempo no Estado do Rio de Janeiro. Mas será que outros erros também acontecem em outras áreas profissionais?

Uma dose de café com leite injetada, por engano, na veia pode ter causado a morte da aposentada de 80, segundo a família. Mas este é o segundo caso de morte de paciente supostamente causada por erro de enfermagem no Estado em menos de uma semana, pois uma aposentada de 88 anos morreu após uma enfermeira injetar sopa em sua veia.

Estes são casos que vieram à tona pela mídia, pois a morte de um ser humano é gravíssimo, que vem a ter uma repercussão gigantesca perante a sociedade que passa a cobrar destes profissionais mais atenção no que fazem. Mas será que há outros profissionais de outras áreas que cometem erros parecidos? Será que há profissionais injetando “sopa na veia” das empresas?

A formação profissional deve ser analisada de forma macro e não apenas em sala de aula ou no estágio que deve ser supervisionado, mas durante todo o tempo que se exerce uma profissão. Não se deve admitir no vocabulário a frase “terminei os estudos”, porque os estudos não terminam, o conhecimento é contínuo. “O conhecimento é um processo constante de movimento e mudança, voltado para o futuro, na medida em que influencia a tomada de decisão e implica ação de significado relevante”.  (Carbone, 2009, p.38). Enquanto houver alunos na busca do diploma ou dizendo que faço a exercício proposto se houver “ponto”, será complicado formamos profissionais que estejam empenhados no alcance dos objetivos das empresas.

Os profissionais que já estão atuando no mercado de trabalho devem analisar se já contribuíram para o desenvolvimento da empresa que trabalham, e se são competentes no que fazem.  “Entende-se competências humanas como combinações sinérgicas de conhecimentos, habilidades e atitudes, expressas pelo desempenho profissional dentro de determinado contexto organizacional, que agregam valor a pessoas e organizações”. (Carbone, 2009, p.43).

A estratégia defensiva para sobreviver ao mercado de trabalho pode não ser o que as empresas desejam hoje de um profissional. O que se percebe são empresas contratando através da “Gestão por Competências” e esta mudança passa a ser primordial para o alcance dos objetivos organizacionais. Ter pessoas capacitadas e comprometidas, que entendam que a empresa deve ser cuidada, tratada com informações precisas, criatividades, inovações que fazem com que a ela se desenvolva saudavelmente e viva durante muitos anos é o que deseja todo empresário. Sendo assim, é responsabilidade da área de Gestão de Pessoas a diminuição da lacuna (GAP) entre os profissionais que a empresa precisa e os existentes na organização.

Não se deve colocar a imagem profissional e a imagem de uma empresa em risco. A busca pela competência deve ser contínua e incansável. Ser proativo, mesmo que haja pressões no dia-a-dia, ser capital intelectual, traz benefícios não só para a saúde das empresas como também para toda a sociedade.   Pois o mercado e a mídia estão ai, para desmascara a incompetência daqueles que injetam “sopa na veia” das empresas.

Referência:

CARBONE, Pedro Paulo et al. Gestão por competências e gestão do conhecimento. 3. ed. Rio de Janeiro: FGV, 2009.

Idosa morreu após receber café com leite na veia, acusam parentes. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/72245-idosa-morreu-apos-receber-cafe-com-leite-na-veia-acusam-parentes.shtml. Acesso em: 17 out. 2012.
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